Entrevista com aluno egresso: Osmar Rios

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Osmar Rios formou-se em jornalismo no ano de 2013 na Universidade Federal de Sergipe, atualmente ele trabalha no Globo esporte e a convite do DCOS nos concedeu uma entrevista para que nossos alunos possam conhecer um pouco mais sobre a experiência de alguém que já foi aluno da casa.
1. O que lhe motivou a cursar jornalismo? E, mais especificamente, a seguir a área esportiva?

Desde pequeno gosto de comunicação e de esporte. Sempre pratiquei alguma modalidade, às vezes mais de uma ao mesmo tempo. Além disso sempre gostei de escrever e de participar de coisas relacionadas à literatura e artes de um modo geral. Com 5 anos eu organizava campeonatos de futebol de campo e de mesa (também conhecido como botão) entre amigos. E eu não jogava apenas, eu narrava também. Meus amigos diziam que era legal, divertido e eu gostava de fazer isso, tanto que dizia que queria trabalhar em rádio ou televisão fazendo isso. Fora os jornais impressos, revistas e produções audiovisuais que fazia na escola e na casa de uma tia minha. Sendo assim, aliei duas coisas que gosto quando fiquei o esporte e a comunicação. Não cursei jornalismo logo no primeiro vestibular, pois minha família não deixou. Então fui parar na química, outra coisa que gosto bastante até hoje, porém vi que não era algo que queria para fazer o resto da minha vida. Resolvi largar o curso na metade e correr atrás do meu sonho que era o jornalismo.

2. Como é fazer jornalismo esportivo?
Para mim é fantástico. Porque a melhor coisa é fazer o que você gosta, pois você sempre vai buscar fazer aquilo da melhor forma possível. Agora, é claro que não é só gostar, precisa entender também, por isso estou em um processo de aprendizado constante. Sempre busco me atualizar tanto nos esportes quanto nas novas formas de fazer o jornalismo esportivo. Recentemente, finalizei uma pós/MBA em jornalismo esportivo e foi muito boa a experiência, pude aumentar meus conhecimentos e ainda conhecer pessoas de outros estados que atuam nesta área também. Além disso, é um desafio e tanto, até porque o esporte nos dá uma “liberdade” maior no texto, porém para fazermos matérias com qualidade precisamos estar bem preparados, com conhecimentos não apenas do esporte, mas de cultura, política, economia e por aí vai.
3. Conte um pouco da sua trajetória até chegar ao Globo Esporte.

Desde que entrei na UFS, sempre busquei fazer as atividades do curso tentando inserir o jornalismo esportivo de alguma forma, porque já cheguei sabendo o que queria, as principais coisas eram: jornalismo esportivo, rádio e fotografia. Durante o período que fiquei na universidade fiz estágios voluntários e remunerados ligados ao esporte como: participação em um radiojornal em uma rádio comunitária do Augusto Franco, depois em uma rádio no interior do estado, em seguida na Aperipê FM e, enfim, cheguei à equipe esportiva da Liberdade 930 AM, afiliada da Bandeirantes de São Paulo. Lá comecei no plantão esportivo, virei setorista do Confiança, depois comecei também a fazer reportagem de campo e atualmente sou narrador esportivo. Fora o rádio, já tive diversos blogs (sozinho ou com amigos) sobre esporte, participei como colunista em alguns sites e depois, já no sexto período, consegui passar em uma seleção para ser estagiário do Globoesporte.com daqui, no qual fiquei por um ano (tempo limite do estágio) e meu chefe tentou me contratar assim que me formei, mas não deu. Três meses depois surgiu uma vaga e eu pude retornar, agora como funcionário, para um lugar que sempre foi referência para mim, um dos sites mais conceituados que fala somente de esporte. Vale ressaltar que durante o curso de jornalismo fiz estágio em outras áreas (assessoria, por exemplo) e todas elas contribuíram para minha formação. Agradeço a Deus e a todos que me deram essas oportunidades.

4. Que modificações tem percebido no jornalismo no decorrer dos anos?
Inúmeras. O jornalismo tem evoluído ao passo que a tecnologia avança, mas é necessário sempre estudar bem antes de aplicar, porque ela pode ser uma excelente aliada. Observo também que tem crescido uma cobrança quanto ao jornalista multimídia/multiplataforma, aquele que sabe fazer de tudo um pouco. Aí eu deixo a reflexão: Quem precisa ser multi, o jornalista ou a empresa de comunicação? Porque isso acaba reduzindo as vagas no mercado de trabalho. Gosto muito da tecnologia, por isso busco estar sempre bem atualizado e procuro otimizar meu trabalho a partir dos avanços dela. Hoje você pode fazer entrevista por email ou por rede social, coisa que em outros tempos você só poderia fazer pessoalmente. Não era muito meu foco trabalhar com internet, o rádio sempre foi o meu preferido, contudo como gosto de tecnologia me adaptei, até porque no jornalismo online você utiliza de tudo um pouco (foto, vídeo, texto e, às vezes até áudio com podcasts).
5. Deixe um recado para quem está iniciando a carreira jornalística.
O mercado sergipano, especificamente, tem enxugado o quadro de funcionários, não posso esconder isso. Apesar disso, se você buscar sempre fazer o melhor, sempre terá espaço. Para tanto é fundamental fazer o que gosta, assim como fiz com o jornalismo esportivo. Uma professora (Messiluce da Rocha Hansen) uma vez disse algo logo na primeira disciplina do curso para minha turma: “O jornalista não sabe de tudo, mas precisa saber de tudo um pouco”. Nunca esqueci. E não esqueçam também de que a notícia é a “atriz principal”, porém nós também temos nossa importância e responsabilidade ao noticiar os fatos. Portanto, estejam sempre abertos às mais diversas oportunidades porque elas te ajudaram em tua formação e, a partir disso, poderá decidir melhor qual caminho investirá mais, trabalhando sempre com ética, dedicação e sentindo sempre aquele “friozinho na barriga” cada vez que surgir uma nova história para contar.

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