Rebecca Melo e sua trajetória como assessora

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Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe (2008), Rebecca Melo, assessora de comunicação da ABID e editora do Jornal da Cidade, conta, em entrevista ao site DCOS, um pouco da sua história profissional, especificamente, sua atuação em assessorias e deixa dicas para quem pretende seguir a carreira.

 

 

 

O que te motivou a cursar jornalismo?

Com certeza, a grande atração pela leitura e facilidade para a escrita que sempre me acompanharam na vida escolar foram as razões primordiais. Tenho uma mãe com grande aptidão para a Comunicação, que sempre incentivou esse lado em mim e na minha irmã mais velha, também Jornalista [e também egressa da UFS – Gabriela Melo]. A curiosidade nata e admiração pela profissão que carrega consigo um papel social tão importante foram as motivações finais para a escolha.

Por que escolheu trabalhar na área de assessoria?

Acabou sendo um caminho natural. Quando me formei, já vinha de uma sucessão de estágios em assessorias de imprensa. No próprio Ministério Público Estadual [onde atuava quando da graduação] fui aproveitada como Assessora e de lá segui para outras experiências na mesma função. Depois iniciei um caminho no Impresso também, que tem sido uma experiência muito rica e transformadora.

Quais habilidades um assessor precisa ter?

Acredito que habilidade mais importante é conseguir intermediar da melhor maneira possível as relações entre o assessorado e a imprensa. Significa ser alguém confiável, presente e atuante para o assessorado e, ao mesmo tempo, sempre atender com cordialidade, ética e transparência os colegas da imprensa, respeitando, sempre que possível, as suas urgências de demanda decorrentes das dinâmicas características de cada tipo de veículo.

Qual a sua opinião em relação ao jornalismo praticado aqui no estado?

O mercado sergipano conta com uma enormidade de profissionais competentes, que se esforçam para colocar em prática os preceitos do bom Jornalismo aprendido nos bancos da academia, e promovem uma “interação harmônica” entre assessorias de imprensa e veículos de comunicação, garantindo que informação de qualidade chegue até a população. Há, contudo (como em toda profissão, inclusive), uma quantidade mínima, porém incômoda, de profissionais que desqualificam a profissão, seja praticando o mau jornalismo ou fazendo com que a profissão seja ainda mais desvalorizada em termos de remuneração.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória profissional.

Passei por estágios em algumas assessorias de imprensa, inclusive a da UFS, a da Secult Sergipe e a do MPE, onde me tornei assessora, iniciando minha trajetória profissional posterior à graduação. Nessa mesma época, assumi a Diretoria de Comunicação do Conselho de Jovens Empreendedores de Sergipe, que me rendeu uma coluna semanal no Cinform sobre a temática Empreendedorismo durante um ano. Ao receber o convite para ser Secretária Municipal de Comunicação e Cultura no município de Moita Bonita, despedi-me do MPE e, após quase três anos, ao final do mandato, entrei para a equipe do Jornal da Cidade, inicialmente como revisora, depois como repórter do caderno Cidades e três meses depois como editora do Caderno de Veículos, onde permaneço há pouco mais de dois anos. Nesse meio tempo, fui assessora da Secretaria de Estado da Justiça e dos Direitos do Consumidor (Sejuc) até o final da gestão de Benedito Figueiredo, assessorei outras empresas e fiz alguns trabalhos como free lancer. Atualmente, além do Jornal da Cidade, assessoro o Conselho Regional de Odontologia de Sergipe, a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem e participo de um projeto independente de site de Jornalismo ambiental e sustentabilidade (Caminho Sustentável) que, por enquanto, está em fase de amadurecimento.

Deixe um recado para quem está entrando na carreira.

O Jornalismo é uma carreira fascinante, porém árdua. As opções de área de atuação são muitas, mas as remunerações são pouco atrativas e os espaços limitados, sobretudo em um mercado pequeno como o sergipano, no qual as “indicações” – nem sempre justas – ainda interferem muito. Para conseguir ultrapassar tudo isso e se colocar é preciso se qualificar, inovar, ser proativo, versátil e tentar se manter sempre no mercado. É essencial cultivar boas relações com os colegas e entregar o melhor de si nos trabalhos que realiza, assim como buscar aprender constantemente, afinal, os degraus precisam ser pisados dia após dia. Por isso, ética, perseverança e esforço sempre!

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